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70. Berlinale - as produções lusófonas nas várias categorias

12/02/2020

Foto: Esquerda  A metamorfose dos pássaros, Catarina Vasconcelos © Primeira Idade. Direita: Cidade Pássaro, Matias Mariani ©Primo Filmes

Desde meados de Janeiro que começaram a ser anunciados os filmes do extenso programa da 70. Berlinale, que celebra este ano dois marcos: o 70° aniversário e o primeiro ano em funções dos dois novos directores  Mariette Rissenbeek (Directora executiva) e Carlo Chatrian (Director Artístico), encarregues de continuar o trabalho do anterior director, Dieter Kosslick, que ocupou o cargo durante 18 anos. A programação encontra-se finalmente completa e pode ser consultada no website do festival, que decorre de 20 de Fevereiro a 1 de Março

 

O realizador brasileiro Kleber Mendonça Filho é membro do jury internacional, sendo que as produções lusófonas participantes encontram-se nas seguintes secções: 

 

COMPETIÇÃO:

 

  • “Todos os mortos”, Caetano Gotardo, Marco Dutra (BR) com participação da actriz portuguesa Leonor Silveira

 

É ainda de assinalar a participação do actor luso-guineense Welket Bungué, no filme “Berlin Alexanderplatz”, de Burhan Qurbani.


 

PANORAMA

 

  • “Cidáde Pássaro”, Matias Mariani (BR)

  • “Nardjes A.”, Karim Aïnouz (BR)

  • “O reflexo do lago”, Fernando Segtowick (BR)

  • “Vento Seco”, Daniel Nolasco (BR)

 

FORUM E FORUM EXPANDIDO

 

  • Quantum Creole, Filipa César (PT/Guiné-Bissau)

  • “Luz nos trópicos”, Paula Gaitán (BR)

  • “Vil, má”, Gustavo Vinagre (BR)

  • “Apiyemiyekî?”, Ana Vaz (BR)

  • “Jogos Dirigidos”, Jonathas de Andrade (BR)

  • “(Outros) Fundamentos”,  Aline Motta (BR)

 

GENERATION KPLUS E 14 PLUS

 

  • “Rã”, Ana Flavia Cavalcanti, Julia Zakia (BR)

  • “Alice Júnior”, Gil Baroni (BR)

  • “Irmã”, Luciana Mazeto, Vinícius Lopes (BR)

  • “Meu nome é Bagdá”, Caru Alves de Souza (BR)

 

Além das categorias da Competição e Berlinale Shorts, foi este ano criada a nova secção Encounters. O objectivo é apoiar novas vozes no cinema e dar mais espaço a diversas formas narrativas e documentais no programa oficial. Um júri de três membros escolherá os vencedores para Melhor Filme, Melhor Realizador e um Prémio Especial do Júri. "Cada filme apresenta uma forma diferente de interpretar a história cinematográfica: autobiográfica, íntima, política, social, filosófica, épica, surreal. Os filmes assumem o desafio de moldar um mundo em vez de reproduzi-lo",  disse num comunicado de imprensa o novo diretor artístico da Berlinale, Carlo Chatrian. 

Nesta secção está seleccionado o filme “A metamorfose dos pássaros”, de Catarina Vasconcelos (PT).

No Berlinale Talents há vários nomes lusófonos, entre eles os portugueses Joana Niza Braga (trabalhou no filme “Variações”),  José Magro (criador das curtas “Viagem” e “Rio entre as Montanhas”) e os brasileiros Jorge Neto (participou nas curtas “Primeiro Ato” ou “Derreter”) e Luciana Baseggio, realizadora e co fundadora do coletivo de diretoras de fotografia do Brasil DAFB.

Por fim, a actriz portuguesa Joana Ribeiro integra o programa de apoio a jovens actores Shooting Stars. Conhecida do público português pela sua participação na telenovela “A Prisioneira”, Joana Ribeiro tem uma carreira internacional lançada: participou no filme “O Homem que Matou Dom Quixote” de Terry Gilliam, e integra o elenco do projecto piloto da série “The Dark Tower” da Amazon. Sucede a Victoria Guerra, que passou em 2017 no Shooting Stars depois de dez anos sem participação portuguesa no programa (o actor Afonso Pimentel participou em 2007). 

Fonte: Berlinale.de

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