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69. Berlinale: duas distinções para uma longa e uma curta brasileiras

19/02/2019

Foto: "Rise", Bárbara Wagner e Benjamin de Burca  © Bárbara Wagner e Benjamin de Burca

São de assinalar  duas distinções para uma longa e uma curta brasileiras na 69. Berlinale: o prémio da Amnistia Internacional para “Espero tua (re)volta”, de Eliza Capai e o Audi Short Film Award atribuido a “Rise”, de  Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

“Espero tua (re)volta”, de Eliza Capai segue as ocupações dos estudantes secundaristas nas escolas em 2015 em São Paulo, que tinham como objetivo exigir educação nas escolas da cidade.

Eliza Capai é jornalista, formada pela Universidade de São Paulo (ECA/USP) e documentarista. Interessa-se por temas relacionados com identidade de género e sociedade. Fez várias séries para TV e séries para web, bem como documentários. O seu primeiro filme, "Tão Longe é Aqui" (2013), discute a situação feminina a partir de uma viagem por África e recebeu vários prémios.

 

"Rise" foi filmado em Toronto, Canadá, e foca-se na região periférica da cidade, onde moram várias gerações de imigrantes, muitos do Caribe ou África. O filme segue o movimento RISE -  “Reaching Intelligent Souls Everywhere”, formado por poetas, rappers às margem da sociedade canadiana.

Bárbara Wagner nasceu em Brasília em 1980. Sua prática em fotografia está centrada no ‘corpo popular’ e suas estratégias de subversão e visibilidade entre os campos da cultura pop e da tradição. Publicadas em livros editados pela artista desde 2007, suas obras tem sido exibidas em exposições individuais e coletivas nacional e internacionalmente e fazem parte das coleções permanentes do MASP e MAM em São Paulo. Uma monografia com uma extensa seleção de suas fotografias foi publicada em “O que é bonito é pra se ver” (Het Domein 2009). Desde 2011, trabalha em colaboração com Benjamin de Burca. Nascido em Munique, em 1975, é faz uso de narrativas documentais – video-ensaios, foto-pequisas e entrevistas – a fim de observar diferentes relações entre ‘tradição’ e ‘progresso’ experimentadas em economias emergentes. Suas investigações mais recentes se concentram em práticas coletivas e rituais tradicionais que perdem sua conotação de resistência simbólica e política para se tornarem produtos da indústria de turismo e entretenimento, ao passo que formas da cultura pop se cristalizam como folclore. 

 


Fonte: Berlinale.de

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