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Mia Couto apela a solidariedade e donativos para Moçambique
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01/04/2019
Foto: Revista Pazes
A Fundação Fernando Leite Couto faz parceria com a Cruz Vermelha Internacional para angariação de fundos monetários para ajuda humanitária em Moçambique. A cidade da Beira, a segunda maior de Moçambique, foi "quase totalmente destruída e encontra-se isolada", escreveu Mia Couto. As Nações Unidas apontam o ciclone, que afetou 1,7 milhões de pessoas, como "o pior desastre climático no hemisfério sul".
Na carta assinada pelo escritor moçambicano, natural da Beira, lê-se que o seu país "precisa urgentemente da solidariedade de todos", e que, além da ajuda humanitária imediata, também serão angariados valores para a "reconstrução, a longo prazo, de infraestruturas danificadas devido a passagem do ciclone Idai, pela zona centro do país".
As Nações Unidas apontam o ciclone, que afetou 1,7 milhões de pessoas, como "o pior desastre climático no hemisfério sul".
O facto de não se conseguir quantificar o número de mortos e avaliar a dimensão dos estragos, que incluem casas, edifícios públicos, estradas, pontes, energia ou comunicações, mostra bem "a dimensão desta tragédia, que supera largamente a capacidade de resposta do nosso país", escreve Mia Couto.
A cidade da Beira, a segunda maior de Moçambique, foi "quase totalmente destruída e encontra-se isolada". Parece "ter sido condenada ao escuro, ao luto e ao silêncio", escreve Mia Couto, segundo o qual "não há mais chão para a chuva que continua a tombar".
A Fundação, lê-se na missiva, "irá definir, numa segunda fase, com amigos e parceiros, formas de manter o apoio na reconstrução da cidade da Beira".
"Na primeira fase, os donativos serão canalizados para a Cruz Vermelha de Moçambique e Internacional, para responder às necessidades imediatas como imperativo humanitário", escreve Mia Couto.
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Fonte: Agência Lusa