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Antologia de poesia portuguesa e alemã - lançamento livro "Às vezes são precisas rimas destas"

Foto © Copyright Goethe-Institut / Carlos Porfírio

Chegou no mês passado às livrarias portuguesas uma antologia de poemas portugueses e alemães, que documentam cem anos de história política dos dois países, assinados por alguns dos seus maiores poetas. Em edição bilíngue, esta antologia de 528 páginas editada pela Tinta da China é intitulada "Às Vezes São Precisas Rimas Destas - Poesia Política Portuguesa e de Expressão Alemã (1914-2014)", reúne textos de vários poetas de ambos os países, traçando um panorama dos acontecimentos políticos desde a I Guerra Mundial até ao século XXI.

 

O livro foi apresentado dia 26 de Outubro no Goethe Institut em Lisboa e foi o culminar de um projeto de dois anos que envolveu vários especialistas de literatura e tradutores.  A obra foi anteriormente apresentada na Feira do Livro de Frankfurt (dia 13 de Outubro), mas o seu lançamento na Alemanha ainda não tem data prevista. 

 

Entre os poetas portugueses, podem encontrar-se, entre outros, nomes como Luiza Neto Jorge, Sophia de Mello Breyner Andresen, Ruy Belo, Fiama Hasse Pais Brandão, Natália Correia, José Gomes Ferreira, David Mourão-Ferreira, Almada Negreiros, Alexandre O'Neill, Fernando Pessoa, Jorge de Sena, Miguel Torga, Vasco Graça Moura, José Afonso, ou Mário Cesariny. Entre os escritores alemães, a antologia inclui Ingeborg Bachmann, Paul Celan, Nelly Sachs, Heiner Müller, Georg Trakl, Wolf Biermann, Ilse Blumenthal-Weiss, Bertolt Brecht, Hans Magnus Enzensberger, Günter Grass, Arno Holz  ou Alfred Lichtenstein, entre outros.

 

"Às Vezes São Precisas Rimas Destas - Poesia Política Portuguesa e de Expressão Alemã (1914-2014)" foi organizada pelo Goethe-Institut Portugal, com seleção de poemas de João Barrento, Helena Topa, Joachim Sartorius e Fernando J. B. Martinho. O ponto de partida da obra foi a antologia de Joachim Sartorius "Niemals eine Atempause. Handbuch der politischen Poesie im 20 Jahrhundert", publicada em 2014 ("Sem pausas: Manual de poesia política do século XX", em tradução livre).

 

“Quisemos pôr os poemas em diálogo, não como uma lista, mas seguindo temas como o exílio, a fuga, a violência ou a guerra”, explicou Gabi Ellmer, diretora da biblioteca do Goethe-Institut em Lisboa e coordenadora da antologia.

 

Os temas da antologia estão divididos por capítulos: de “O Monstro quer sangue”  (a I Guerra Mundial)  , passando pela “Mão do Medo” ( fuga e exílio) até ao “Conto de fadas da modernidade” (incluindo “Resgate”, sobre a intervenção da troika em Portugal, de Manuel Alegre).

 

  

 
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