O Jazz português em destaque em Berlim no festival JAZZ’aqui

Foto ©Copyright: Jazz’Aqui

 

O JAZZ’aqui é um projecto criado por 4 portugueses originários de Minde (Santarém) e tem como objectivo a promoção e divulgação do jazz nacional dentro e fora de portas. Dias 23, 24 e 25 de Março a iniciativa chega a Berlim com o Festival de Jazz Português JAZZ’aqui.
Para saber um pouco mais sobre o projecto, a Berlinda esteve à conversa com um dos mentores, Pedro Moura Alves, que vive e trabalha actualmente em Berlim.

 

Porquê o foco no Jazz e a criação do festival JAZZ’aqui?
Em Portugal, este género musical tem evoluído significativamente nos últimos anos, quer em número de intérpretes, quer como em concertos e público em geral. Acompanhando o aumento do número de músicos jovens, está também em crescente o público interessado em jazz. Neste sentido, o Projecto JAZZ’aqui pensa estarem reunidas todas as condições para fazer chegar o jazz a um maior número de pessoas. A Associação JAZZ´aqui pretende criar um festival de jazz itinerante dentro e fora de Portugal, estritamente com músicos nacionais, com o objectivo de abrir pontos de contacto e dar visibilidade ao jazz nacional, razão pela qual estamos agora em Berlim a organizar este primeiro Festival de JAZZ Português.

 

Porque escolheram a cidade de Berlim para a primeira edição do festival?
Uma das razões prende-se ao facto de Berlim ser uma cidade muito cosmopolita e com grande dinâmica cultural, talvez até das cidades de maior relevância cultural actualmente no panorama europeu, e onde o jazz tem uma presença marcante. Daí acharmos que seria uma boa cidade. O facto de eu estar cá ajudou um pouco em questões logísticas, mas nada mais que isso. Como tal, esse não foi um factor determinante na escolha – primeiro esteve a importância que poderá ter para os músicos e para o jazz Português, e só depois surge a conveniência relativa ao facto de eu morar cá.

 

Na tua opinião, quais são as particularidades do Jazz português?
O Jazz Português tem algumas particularidades e singularidades, mas nada melhor do que marcarem presença no Festival para o poderem testemunhar. Acompanhando o Festival, promovemos também uma conferência em ambiente descontraído e informal para apresentar e debater “O JAZZ Português”, onde por certo esta e outras perguntas obterão respostas mais concretas, não fosse esta contar com a presença de um Jornalista e Crítico de Jazz, bem como de um músico e Investigador na área do Jazz, e com a presença da maioria dos músicos que tocam no festival.

 

És licenciado em Bioquímica e Doutorado em Biomedicina. Actualmente investigador no Max Planck Institute for Infection Biology aqui Berlim. Como consegues conciliar tudo com o JAZZ’aqui?
A música sempre foi uma paixão. Desde cedo que estive sempre envolvido neste meio, principalmente com os outros 3 mentores do projecto. Somos amigos desde há muitos anos e tivemos bandas juntos, e desde cedo estamos habituados a lutar por um objectivo comum. Os 4 temos valências distintas e que são uma mais valia para este projecto, de tal forma que é um prazer conciliar o trabalho com este projecto. Perante as dificuldades unimo-nos ainda mais e levamos os projectos sempre avante, e é uma honra poder ajudar na divulgação da cultura do nosso país, nós como povo merecemos este trabalho extra. No final do dia, mesmo com escassez de apoios, o projecto cresce e a nossa recompensa são as palavras de apreço dos músicos e do público. Queremos no entanto agradecer a todas as entidades que nos apoiam na realização deste festival – Fundação Calouste Gulbenkian, Hotel Pestana, Caixa Geral de Depósitos, Luso Weinimport, 7 Mares, ASPPA, Berlinda. Sem o apoio destas não seria possível. Em último, queremos agradecer o grande apoio que temos tido por parte dos músicos que nos têm apoiado desde o primeiro minuto, é para eles que existimos.

PASSATEMPO

Enquanto parceira do festival, a Berlinda tem um passatempo a decorrer e oferece três bilhetes para o JAZZ’Aqui (um bilhete para cada dia do festival). Mais informação aqui.

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